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5 de jun de 2013

Mercado de imóveis para mulheres


Segundo o Censo de 2010, as mulheres reinam entre os moradores da baixada santista. O sexo feminino é representado por 52,15% (867.235) e o masculino 47,85% (795.847). Santos, inclusive, já chegou a ser nomeada a cidade mais feminina do Brasil, por contar com 54,25% mulheres entre os seus habitantes. Elas representam 227.701 dos 419.757 moradores. Em 2000, ficou atrás apenas de Águas de São Pedro, no interior paulista, com 53,77%. Na Praia Grande essa proporção é de 135.489 (51,96%) moradoras.
  
Para o setor imobiliário esse dado é bastante relevante. De acordo com pesquisas de hábitos de consumo, são as mulheres que decidem pela compra do imóvel seja para moradia própria, presentear o filho como garantia de futuro ou até para atender a uma necessidade provocada pelo desarranjo familiar. Pela lógica do mercado, mais mulheres, mais imóveis à disposição desse público. E no caso da Praia Grande, o tipo dessas ofertas é muito parecido a outras cidades do litoral e também do interior.    

Um levantamento feito pelo Portal Viva Real em relação ao perfil de oferta e demanda na cidade mostra que mais de 70% da oferta são apartamentos. Dos 26.148 anúncios publicados no portal, 18.405 unidades são referentes a imóveis verticais, enquanto 6.875 são casas (26,3%).

Os mais buscados em relação a tamanho, de acordo com os dados do VivaReal, estão na faixa entre 50metros quadrados e 100mmetros quadrados (58,78%). E há mais espaço para este mercado crescer, pois a oferta de unidades dentro desse grupo corresponde a 56,52% do total. A segunda maior representatividade é dos que vão de 100metros quadrados a 150metros quadrados, mas em uma relação inversa, com a oferta (21,74%) maior que a procura (12,84%). As opções até 50metros quadrados representam 10,03% das buscas no portal. Já as ofertas, são 3,74% da totalidade. 

No quesito preço, a maior concentração das buscas está nos imóveis entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, passando da metade (56,19%). A faixa de valor que aparece na sequência é de R$ 200 mil a R$ 500 mil (22,78%). Os imóveis até R$ 100 mil ocupam a terceira posição no interesse do público. As estatísticas em relação às ofertas são um pouco diferentes, sobretudo na ordem de participação dos grupos de imóveis quanto aos preços. A maior parte dos anúncios (53,78%) está entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, enquanto que os de R$ 100 mil a R$ 200 mil aparecem depois, com 34,84% das ofertas. Bem distante, estão unidades que vão de R$ 500 mil a R$ 1 milhão (8,34%).

As mulheres em processo de compra podem considerar e decidir pelo comportamento de busca e oferta, principal responsável pelo movimento do mercado. Mas há de se somar como fator de análise a localização e as opções de transporte disponíveis na região. São variáveis que respondem também pela valorização dos imóveis, um bem que deve ser encarado como investimento  em longo prazo.







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