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7 de abr de 2017

Refinanciamento de Imóvel, Home equity?

Conto do Vigário é uma história muito bem elaborada com o propósito de enganar alguém. No nosso caso aqui, chama-se refinanciamento de imóvel. Refinanciar algo é financiar outra vez. Posto as definições do mal feito, quem o pratica? OS BANCOS. O conto, a história, é a seguinte: "se sua empresa está passando por dificuldades existe um empréstimo a juros muito baixos, irrisórios, que chama-se refinanciamento de imóvel. Você dá o seu imóvel como garantia e o banco empresta o dinheiro para você tirar a sua empresa do buraco". Vamos analisar a garantia que no caso é o seu imóvel. No Código Civil Brasileiro o nome dessa prática está presente nos direitos reais de garantia, que são a hipoteca e a alienação fiduciária. Na hipoteca no momento da assinatura do contrato de empréstimo o imóvel segue em nome do proprietário. Fica no entanto estabelecido que no caso de inadimplência seu imóvel será entregue ao credor. Isso se dá por via judicial através da execução do contrato e há um longo período de tramitação na justiça. Já na alienação fiduciária diferente do que ocorre na hipoteca o proprietário transfere seu bem imóvel à instituição financeira. No Cartório de Registro de Imóvel o devedor se torna fiduciante permanecendo com a posse e uso do imóvel contanto que cumpra com o pagamento das parcelas do empréstimo. Caso não pague a execução se dá no Cartório de Imóveis, o que é mais rápido e mais barato para a instituição financeira. O Home equity que os bancos estão oferecendo é exatamente isso. Você perde o imóvel num passe de magica. Com essa crise toda você vai dar seu imóvel de garantia? Se é a sua empresa que precisa do capital, e ela tem como recuperar-se dê ela como garantia. Eles não querem, não é? Não estão liberando dinheiro para pequenas e médias empresas, pois numa crise dessas, que empresa tem condição de ficar de pé? Na verdade querem tomar o seu imóvel para se capitalizarem. Não querem correr riscos. Imóvel é certeza.



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